sexta-feira, 21 de maio de 2010

Natal

Vinte cinco é Natal
Acontece em todo o mundo
Ninguém vai levar a mal isto estar tão profundo

As casas com presentes
as luzes brilham na rua
até vêem o parentes
neste dia existe lua

O peru está na mesa
e o bacalhau também
o Natal tem proeza
isto vai para o além

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O Soneto da Lontra

Certo dia uma lontra
Foi parar ao meu jardim
Muito triste estava ela
Mas porque é que estava assim?

Contou-me quase a chorar
Com olhos cheios de mágoa
Que os homens destruíram
A sua casa na água

Ela andava à procura
De um sítio onde ficar
Mas não encontrou a cura.

Não vou desvendar o fim
Pensem como acabou
Esta história sem fim.

sábado, 1 de maio de 2010

O maravilhoso mar

O maravilhoso mar



O que as ondas escondem?

Os corais maravilhosos?

Os ventos vindos do mar?

Os barcos naufragados?



O maravilhoso Mundo,

A tristeza das pessoas,

Os peixes em extinção.



As focas divertidas,

Os peixes escondidos,

Os tubarões comendo,

Os polvos arrastando,

A raia salpicando.



Muitos anos de vida,

E descontentamento,

E assim o oceano

sexta-feira, 30 de abril de 2010

natal

O Inverno

O Natal vem no Inverno
Traz a neve e o frio
Pinta as ruas de branquinho
Faz gelar água no rio

Os adultos vão patinar
as crianças vão lanchar
vimos um grande trenó
começei quase a cantar

há árvores coloridas
pais-natais de enfeitar
isto é que é divertir


só ca faltas mesmo tu
para poderes vir brincar
que esperas para cá vir

domingo, 11 de abril de 2010

Feliz Páscoa

espero que tenham tido uma boa Páscoa e que tenham comido muitas amêndoas(que são horriveis) e ovos da Páscoa ( Kinder de preferencia que são os melhores!!!!)
pessoal devia-mos fazer uma festa a homenagear o DT que temos!!!!!!!!!
se tiverem ideias escrevam no blogue!!!!!!!!!1

terça-feira, 23 de março de 2010

O Sentimento Dum Ocidental (excerto)

I - Ave-Marias

Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício,o Tejo, a maresia
Despertam um desejo absurdo de sofrer.

O céu parece baixo e de neblina
O gás extravasado enjoa-me, perturba;
E os edifícios, com as chaminés, e a turba
Toldam-se duma cor monótona e londrina.

Batem os carros de aluguer, ao fundo,
Levando à via-férrea os que se vão. Felizes!
Ocorrem-me em revista exposições, países:
Madrid, Paris, Berlim, S. Petersburgo, o mundo!

Semelham-se a gaiolas, com viveiros,
As edificações somente emadeiradas,
Saltam de viga e viga os mestres carpinteiro.

Voltam os calafates, aos magotes,
De jaquetão ao ombro, enfarruscados, seco;
Embrenho-me, a cismar, por boqueirões, por becos,
Ou erro pelos cais a que se atracam botes.

E evoco, então, as crónicas navais:
Mouros, baxéis, tudo ressuscitado!
Luta Camões no Sul, salvando um livro a nado!
Singram soberbas naus que eu não varei jamais!

E o fim da tarde inspira-me; e incomoda!
De um couraçado inglês vogam os escalares;
E em terra num tinir de louças e talheres
Flamejam, ao jantar, alguns hotéis da moda.


Excerto de "O Sentimento Dum Ocidental" de Cesário Verde em (1855-1886)